1º FESTIVAL INTERNACIONAL DE ECOPERFORMANCE

Diante dos desafios ecopolíticos do século XXI, o 1º Festival Internacional de Ecoperformance se engaja na missão transcultural de reunir artistas que atuam em paisagens naturais, urbanas e virtuais para investigar, questionar ou reafirmar poeticamente a composição e o conflito entre corpo e meio ambiente.

Datas do festival:
16 a 18 de março de 2021

Organizado pela Taanteatro Companhia (São Paulo/Brasil), esta primeira edição do festival recebeu propostas de cinco continentes e selecionou 34 videos, conceituadas como “ecopoéticas” ou “ecopoéticas em processo”, de artistas performativos e visuais da Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, França, Grécia, Hungria, Índia, Marrocos, Moçambique, Holanda, Noruega, Polônia, Romênia, Rússia, Eslovênia, Espanha, Reino Unido, EUA e Venezuela.
O 1º Festival Internacional de Ecopeformance faz parte do projeto “Taanteatro 30 Anos“.

Organização:

Ideia: Maura Baiocchi
Organizador & produtor: Wolfgang Pannek
Curadoria: Maura Baiocchi, Mônica Cristina Bernardes, Jorge Ndlozy
Coordenador de streaming: Wladimir Mattos
Website: Mônica Cristina Bernardes
Divulgação: Transcultura

Apoio:
Núcleo de Estudos sobre Metodologias de Pesquisa em Artes do Instituto de Artes da UNESP São Paulo.

Artistas selecionada/os:
Alexandre Nunes (Brasil), Berenice Courtin (França / Espanha), Candelaria Silvestro (Argentina), Clarice Gonçalves (Brasil), Clyde Lepage (Bélgica), Ella Tetrault (Canadá), Elise Hirako (Brasil), Elisabeth Einsiedler (Alemanha), Eva Maria Santoro Brasil), Georgiana Vlahbei (Romênia), Grupo Totem (Brasil), Hilary Wear (Canadá), Inês Terra (Brasil), Julia Peres / Florido (Brasil), JulianneK (Grécia / Alemanha), Julie Dind & Rolf Gerstlauer (Noruega), Junior Romanini (Brasil), Kristina Watt (Canadá), Lara Dau Vieira (Brasil), Lisa Giebel (Alemanha), Marcela de Macedo (Brasil), Mercedes Chanquia Aguirre (França, Argentina, Venezuela), Monika Tobel (Hungria / Reino Unido), Natalia Kolesnichenko (Rússia), Nazlihan E Ercin (EUA), PAK Ndjamena (Moçambique), Sabina Andrea Allen (EUA / Grécia), Sebastian Wiedemann (Colômbia), Renata Carlomagno (Brasil), Renée Koldewijn (Holanda, Marrocos), Florencia Stalldecker, Rodolfo Ossés (Argentina), Rodrigo Reis (Brasil), Valeria DeCastro (EUA), Wojciech Olchowski (Polônia).

O QUE É ECOPERFORMANCE

O conceito das artes performativas ecoperformance foi cunhado entre 2009 e 2010 pela coreógrafa brasileira Maura Baiocchi como parte da inauguração de um novo ciclo de trabalhos da Taanteatro Companhia relacionados à investigação das tensões entre corpo, ancestralidade e meio ambiente.
Ecoperformance entende o ambiente e o corpo como dimensões inseparáveis da criação performativa. Em uma ecoperformance, o ambiente constitui um jogo vivo e interativo de presenças e forças. O artista não é o agente central, mas um dos componentes da performance. Ao mesmo tempo que uma ecoperformance experimenta as interações ambientais como um evento performativo, ela se configura como um processo ambiental. A ecoperformance pode ocorrer em qualquer paisagem natural, urbana our virtual, e pode, entre outras possibilidades, problematizar e reafirmar as interconexões ser humano-meio ambiente. Pode servir para aumentar a consciência sobre os impactos ambientais nocivos das ações humanas e, eventualmente, se tornar um veículo de denúncia política.
Caracterizado por Hans-Thies Lehmann como “nada menos do que a tentativa sempre renovada de promover uma nova” coexistência ‘do homem e da natureza’ e como um teatro ‘radicalmente verde’ que formula uma crítica de longo alcance de nossa civilização”, a Taanteatro promoveu, entre 2011 e 2019, várias edições do Fórum de Ecoperformance realizadas no Brasil e na Argentina.

Veja CERRADO ANCESTRAL, ecoperformance de Maura Baiocchi.

O festival tem 2 segmentos:
Segmento 1: Ecopoéticas
Segmento 2: Ecopoéticas em processo

Sobre o segmento 1:
ECOPOÉTICAS
Os curadores selecionarão 12 vídeos para exibição em dois dias (6 vídeos / dia). Cada bloco expositivo será seguido por um encontro online entre os artistas, aberto a perguntas do público.
Critérios:
O vídeo deve ter uma conexão estética com o conceito de „ecoperformance“ (ver texto abaixo) e durar entre 5 a 20 minutos.
A relevância temática e a qualidade artística do vídeo são levadas em consideração.
Formato: MP4 ou .mov.
Prazo para inscrição: 31 de dezembro de 2020

Sobre o segmento 2:
ECOPOÉTICAS EM PROCESSO
O festival selecionará 10 vídeos para exibição em dois dias (5 vídeos / dia).
Cada bloco expositivo será seguido por um encontro online entre os artistas, aberto a perguntas do público.
Critério:
Este segmento compartilha processos de criação sem a necessidade de mostrar uma obra acabada ou expor excelência técnica. O vídeo deve ter uma conexão estética com o conceito de „ecoperformance“ (ver texto abaixo). Os critérios de seleção são a data e a hora de chegada.
Prazo para inscrição: 15 de janeiro de 2021

Contato de envio:
contato@taanteatro.com

Nota 1:
A curadoria do festival é soberana. Os critérios de seleção referem-se à conexão conceitual com “ecoperformance”, à relevância temática e à qualidade artística dos vídeos.

Nota 2:
A exibição das obras selecionadas não será remunerada.

Nota 3:
Assim que um vídeo for selecionado, o artista será obrigado a:
a) enviar declaração de cessão de direitos audiovisuais para efeito de veiculação do vídeo no festival e no site do festival.

Nota 4:
Uma vez finalizado o projeto, a programação do festival – vídeos selecionados e conversas com os artistas – ficará disponível permanentemente no site do projeto.