1º FESTIVAL INTERNACIONAL DE ECOPERFORMANCE

Diante dos desafios ecopolíticos do século XXI, o 1º Festival Internacional de Ecoperformance se engaja na missão transcultural de reunir artistas que atuam em paisagens naturais, urbanas e virtuais para investigar, questionar ou reafirmar poeticamente a composição e o conflito entre corpo e meio ambiente.

Data: 16 a 19 de março de 2021

Organizado pela Taanteatro Companhia (São Paulo/Brasil), esta primeira edição do festival recebeu propostas de cinco continentes e selecionou 34 videos, conceituadas como “ecopoéticas” ou “ecopoéticas em processo”, de artistas performativos e visuais da Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, França, Grécia, Hungria, Índia, Marrocos, Moçambique, Holanda, Japão, Polônia, Romênia, Rússia, Singapura, Suíça, Turquia, Reino Unido, EUA e Venezuela.

Programa:

16/03 – ECO[PO]ÉTICAS – 16h – Horário de Brasília
17/03 – ECO[PO]ÉTICAS EM PROCESSO – 16h – Horário de Brasília
18/03 – ECO[PO]ÉTICAS 2 – 16h – Horário de Brasília
19/03 – ARTIST TALK – 16h – Horário de Brasília

Teaser

Acesse as sessões de streaming através deste Website

Cana YouTube do Festival

O 1º Festival Internacional de Ecopeformance faz parte do projeto “Taanteatro 30 Anos“.

Organização:

Ideia: Maura Baiocchi
Organizador & produtor: Wolfgang Pannek
Curadoria: Maura Baiocchi, Mônica Cristina Bernardes, Jorge Ndlozy
Website: Mônica Cristina Bernardes

Colaboração:
N’Me Núcleo de Estudos sobre Metodologias de Pesquisa em Artes do Instituto de Artes da UNESP São Paulo.

Artistas participantes:
Alexandre Nunes (Brasil) – Candelaria Silvestro (Argentina) – Clarice Gonçalves (Brasil) – Clyde Lepage (Bélgica) – Coletivo MÖ (Brasil) – Efimerodramas (Argentina) – Ella Tetrault (Canadá) – Elise Hirako (Brasil) – Elisabeth Einsiedler (Alemanha) – Eva Maria Santoro (Brasil) – Grupo Totem (Brasil) – Hilary Wear (Canadá) – Inês Terra (Argentina,Brasil), Florido, André Papi (Brasil) – JulianneK & Romanowich (Bélgica) – Julie Dind & Rolf Gerstlauer (Switzerland, France) – Junior Romanini (Brasil) – Kristina Watt (Canadá) – Lara Dau Vieira (Brasil) – Lisa Lotte Giebel (Alemanha) – Marcela Cavallini & Coletivo Marcas D´Agua (Brasil) – Mercedes Chanquia Aguirre (França, Argentina, Venezuela) – Monika Tobel (Hungria / Reino Unido) – Nazlihan Eda Ercin, Agnieszka Mendel, Ben Spatz (Turquia, Polônia, EUA) – Pak Ndjamena (Moçambique) – Plastic Art Collective Romênia) – Sabina Andrea Allen (EUA / Grécia) – Sebastian Wiedemann, Juliette Yu-Ming, Gyohei Zaitsu (Colômbia, Singapura, Japão) – Renée Koldewijn, Bushra Arbawi (Holanda, Marrocos) – Rodrigo Reis, Mathias Reis (Brasil) – Vadim Stein, Tasha Koleso (Rússia) – Valeria DeCastro (EUA, Brasil) – Wojciech Olchowski, Wojtek Matejko (Polônia).

O QUE É ECOPERFORMANCE

O conceito das artes performativas ecoperformance foi cunhado entre 2009 e 2010 pela coreógrafa brasileira Maura Baiocchi como parte da inauguração de um novo ciclo de trabalhos da Taanteatro Companhia relacionados à investigação das tensões entre corpo, ancestralidade e meio ambiente.

Ecoperformance entende o ambiente e o corpo como dimensões inseparáveis da criação performativa. Em uma ecoperformance, o ambiente constitui um jogo vivo e interativo de presenças e forças. O artista não é o agente central, mas um dos componentes da performance. Ao mesmo tempo que uma ecoperformance experimenta as interações ambientais como um evento performativo, ela se configura como um processo ambiental. A ecoperformance pode ocorrer em qualquer paisagem natural, urbana our virtual, e pode, entre outras possibilidades, problematizar e reafirmar as interconexões ser humano-meio ambiente. Pode servir para aumentar a consciência sobre os impactos ambientais nocivos das ações humanas e, eventualmente, se tornar um veículo de denúncia política.

Caracterizado por Hans-Thies Lehmann como “nada menos do que a tentativa sempre renovada de promover uma nova” coexistência ‘do homem e da natureza’ e como um teatro ‘radicalmente verde’ que formula uma crítica de longo alcance de nossa civilização”, a Taanteatro promoveu, entre 2011 e 2019, várias edições do Fórum de Ecoperformance realizadas no Brasil e na Argentina.

Veja CERRADO ANCESTRAL, ecoperformance de Maura Baiocchi.